UNICÓRNIOS ALADOS

Um coletivo mitológico de unicórnios alados salta sobre nuvens de algodão em chamas dentro dos meus sonhos. Chovem gotas de fogo em mim!

E o fogo se transforma no seu corpo nu e suado me cavalgando, seus olhos em labaredas queimam até a minha alma vazia. Tua pele fria como mármore, macia como toda diplomacia deveria ser, chega a me entorpecer. Tento evitar teus beijos que cortam e jamais cicatrizam.

Teus gemidos são como o canto das sereias que afundam pobres marinheiros apaixonados, pelos teus lábios vejo escorrer o liquido encantado. Teu cheiro seduz, teu cabelo hipnotiza, teu ventre cativa, me sustento rígido entre sussurros e meu desejo.

Te toco e me toco da realidade surreal que toda essa cena mística se parece, aparece um sorriso em seus lábios flamejantes, me remetendo ao teu beijo quente e cortante, me sinto vivo pela primeira vez desde o último pesadelo que tive.

Unicórnios alados são engolidos pelo precipício,  acordo sozinho, pálido, gozado e triste.

L.

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