DIVAGANDO PELO UNIVERSO

O quão pagãos somos, diante das divindades dos céus?
Quantas dimensões até o cume mais distante da solidão?
O quão irrelevantes somos diante da imensidão do universo?
O que as estrelas pensam de nós? Solitários as observamos a sós?
Quantos sóis cabem dentro do meu peito? Aqui bate lento um tormento.

Diante de tanto sofrimento queimo como supernova massiva e apocalíptica!
A beira do precipício apenas os meus próprios vícios me estendem as mãos.
A frente do novo início tudo é omisso aos paralelos braços e longos abraços do infinito.
É um desperdício ou apenas puro e simples egoísmo. Me mantenho submisso ou me arrisco?

Despido de lógicas sistemáticas, minha respiração pragmática sufoca as emoções psicossomáticas.
Tudo é parcial, e a angustia matinal é tão real quanto os medos refletidos nos meus olhos no espelho.
Espalho pelo caminho todos os meus velhos segredos, extraídos em sessões de torturas psiquiátricas.

Alma asmática engasgada diante da liberdade, retarda a chegada do amor próprio, do propósito e do amor ao próximo.
Ponto de concepção é onde e quando as minhas palavras invadem teu coração, como um rojão em dia de festa de São João.
Que eu seja uma fagulha de inspiração nessa tua alma vazia e fria. Que meus versos queimem em seu corpo de poesia.
Que todo dia você se lembre de mim. E que saiba que nada somos além de insignificantes pontos brilhantes diante desse inferno.

L.

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