A NERUDA E TODOS OS POETAS MORTOS

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As águas pacíficas vêm em ondas enfurecidas e ironicamente pacificam as tormentas do meu ser.
Nesse sereno porto inseguro que sou, seguro as mágoas pela mão e choro um mar de desilusão nesse oceano azul tristeza. Vejo as belas paisagens que inspiraram Neruda e minha alma permanece muda, em um profundo silêncio de admiração ao poeta e sua estupenda visão.

As coisas são o que são, mas alguns poucos “Pablos”, “Rumbauts” e “Drummonds” conseguem traduzir com o coração. Eu fico agradecido ao encontrar paz na minha insignificância e observância do mar, no seu ir e vir inconstante e infinito.

Somos meros imigrantes com papeis coadjuvantes diante da imensa natureza, destinados ao esquecimento eterno e ao fim de uma existência passageira. Como o brilho de uma estrela ou a ânsia da explosão da calda de um cometa. Meus pensamentos se agitam nessa tempestade interna trazida pelas brisas pacíficas da praia de Viña del Mar.

Agradeço, me desculpo e me despeço de Pablo e todos os poetas mortos! Regresso a minha imunda rotina de vida, testando rimas, encaixando palavras soltas, espremendo pensamentos, aprendendo a racionalizar sentimos, e tentando ser poeta! Enquanto as águas pacíficas vêm em ondas enfurecidas e ironicamente pacificam as tormentas do meu ser. Nesse sereno porto inseguro que sou, seguro as mágoas pela mão e choro um mar de desilusão nesse oceano azul tristeza.

L.

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