“DIMENOR”

O peso do mundo nos ombros
seu estado físico, não é laico,
remói pecados que não cometeu,
sente náuseas religiosas escritas
por um deus ateu.

Ateia fogo nas cidades dos seus sonhos,
a cabeça explode e chove sangue
pelas periferias das suas pernas.

É morto pelo senso de justiça cego de seus irmãos,
ninguém soube, ninguém viu, não passou na televisão.
Era domingo, estávamos sentados, vendo o Faustão!
Rindo iludidos e abraçados a nossa solidão.

L.

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