DE HOJE AO APOCALIPSE NUCLEAR

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Brancos, heterossexuais e machistas, sorrateiros e contentes disseminando preconceitos.
Vivemos num pais que cogita culpar mulheres pelos estupros?
Pedófilos virtuais sequestram crianças reais e postam nas redes sociais, como vocês dormem em paz?
Pequenas meninas se exibindo e rebolando a mando dos próprios pais.

Aqui tem pra todos os desgostos, encontramos também homofóbicos, transfóbicos e racistas!

Eu não consigo lidar, não da pra mensurar a maldade nem a insanidade dessa raça de víboras como já diria João Batista.
O apocalipse acontece todo dia dentro do meu peito e faz tanto tempo que já não cabe em mim.
Queimo mágoas, rego rancores e sussurro desejos, transformo jardins em desertos atômicos.
Transbordo desesperos serenos e desperto anjos da morte, sou morte!

Confundo mapas enquanto torturo bússolas! Rumo pro norte, meu santo é forte.
Quantos pecaram usando teu nome? “Leva embora, essa dor senhor! Leva embora!”
Porque eu quero o mal? De joelhos procuro minha fé. Em pé sou pura soberba e pago de intelectual.

Destruo mundos, aniquilo sorrisos, alimento egos e desenho maldições!
Planto a discórdia em seus corações. Me leve daqui, não deixe a minha bipolaridade te consumir, não confie nos adornos que uso pra te iludir, não tentem, seus jogos não vão me seduzir.

Tenho alguns trocados, meus caros, mas sou rei dos trocadilhos raros e das rimas baratas que vão te atrair depois confundir, não ache que eu me perdi.
A bussola só parou porque assim decidi e todos os mapas foram riscados na palma da minha mão.
Eu li solidão, eu vi depressão, essa viagem termina aqui.
Um tiro de alienação no canal 12 da televisão, eles condenam as imigrações, mas o petróleo já na sustenta suas razões, é preciso mais que meras colocações ditas do alto de suas mansões.

Eu não aguento mais, são tantas as questões que flexionam os meus dedos e doem meus tendões, me desculpem pelos “textões” é que eu não consigo lidar, to puxando os relatórios das minhas emoções, só que não dá pra planilhar tantas aberrações.
Ontem mesmo acabou a tinta e eu fiquei sem as impressões das receitas que o médico me deu.
Era pra tomar duas doses diárias de ilusões, estava em falta na farmácia, eu sorri pra menina do caixa, ela recomendou rivotril, depois riu, perdeu as contas de quantos casos como o meu já viu.
Eu tomo uma pílula pra dormir e outra pra acordar, são duas pra não chorar, e três pra ter coragem de te convidar pra sair daqui…

Vamos fugir pra outro lugar, baby?
Vamos fugir?

Vem ver o mundo com meus olhos!
Me faça crer que ainda dá pra acreditar! Me ajude a não afundar mais…
Porque sozinho eu não sou capaz, sozinho não vou suportar ser eu mesmo, cansei de me indignar e não sair do lugar, pelo menos ao seu lado eu não vejo a vida passar e até da pra enganar a ansiedade e a vontade de me matar, segurando a tua mão da pra sonhar, da pra tentar construir um lar.
Vamos esperar toda a poeira baixar, depois desse apocalipse nuclear, depois que a fumaça tóxica passar e nos cegar, talvez possamos enxergar dentro de nossos corações um porto para ancorar, ai é só os olhos fechar e rezar para que um buque de novas explosões venha nos buscar!

Lucas Alberti Amaral

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