NOTA DE UM LUNÁTICO

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As pessoas falam e eu me entedio, ouço e observo, mas não absorvo.
Talvez por isso, facilmente me irrite, pode ser, até porque, parece um rito.
Idiotas reunidos, bebendo o próprio mijo, exalando masculinidade, sem deixar de se preocupar com a vaidade. Passam a noite vomitando constantemente seus conceitos inconstantes de egoísmos reprimidos. Eu me sinto perdido, procurando abrigo, longe do seu machismo, distante dos seus preconceitos eleitos por antepassados tão antiquados quanto aquele quadro que pede intervenção militar já! É hora de mudar, de acordar, vamos recordar a história ou esquecer tudo que já conquistamos até agora?

(Era pra ser só mais uma poesia).

A mesmice de sempre dita de forma mais eloquente ou travestida em uma bela roupa de festas não me conquista, não me excita e nem me convence.
A apelação por vezes desnecessária pouco me comove.
Promove apenas e novamente o tédio, eu quero rir da minha loucura, experimentar o novo, enxergar diferente o que eu vejo todo santo e insano dia.
Vocês são piadas para a minha assepsia, eu não me lavo com o lodo que escorre da pia. É fácil seguir a linha que já foi costurada, a estrada com muitos passos é mais larga, mas a cabeça que pensa sozinha, vai além das minhas toscas palavras, reviradas no baú de sentimentos, pensamentos, ensinamentos, momentos reticentes…
A cada dia que passa, passo o dia em lentos passos, procurando espaço pra respirar nesse crepúsculo de aço! Sou um filosofo raso, buscando novidades em velhos ditados, me contradigo e repito, transito entre o medo de morrer e a eterna vontade de começar a viver.
Vejo belas meninas me sorrindo e ainda assim, nada me seduz, nada me encanta, nem me cativa. Prisioneiro de sentimentos alheios, dono do meu próprio cativeiro.

(E parágrafos longos são a minha anestesia).

Eu não me importo com o que vocês pensam sobre mim, eu não fico triste por pecar pelo excesso, pela tentativa de ser diferente.
Eu me orgulho sim dos elogios recebidos de quem tava ali comigo no dia a dia, na batalha, que sofreu e sorriu junto, que acreditou e que esperou algo do meu trabalho e recebeu mais ou menos, mas por esperar mais de mim, já me sinto satisfeito. Talvez isso não faça o menor sentido para você, mas para mim faz. (:
Sou um lunático tentando voltar pra casa, são depois de um longo dia de cão.
Tentando me comunicar com o mundo, deixar o meu recado, talvez eu seja lembrado, talvez não.
Isso também é irrelevante, o que realmente importa é o meu legado para as gerações futuras que vierem me procurar no passado, então se você estiver lendo isso em 2095, saiba:
Que eu quero que você se foda e que o mundo exploda todas as minhas mágoas bem no meio da tua cara!

(Pra quem lê em 2015, desculpe a minha falta de cortesia).

Lucas Alberti Amaral

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2 comentários sobre “NOTA DE UM LUNÁTICO

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