UM ACASO CASUAL PROPOSITAL

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Eu prefiro não ter preferência, acreditar no acaso casual;
Que fui guiado pelo vento, me empurrando para tua direção;
Se o inevitável aconteceu, não foi desejo do meu coração?
Se um dia você em mim tropeçou, e no meu colo adormeceu?

Não foi porque todo dia implorei a Deus por um amor, só meu?
Que nunca me dissesse adeus? Que fosse para sempre meu!
Que se enquadrasse no meu círculo retangular de ilusões?
E dissesse: “Estou aqui, sou o desejo do seu afobado coração.”

Na anestesia da rotina trazida pelo sol, meus dias se vão…
E, displicente, me perco nos caminhos errantes desta paixão.
Definir meu amor é tentar segurar o vento ou parar o tempo;
Tempo esse que quer fugir rápido sempre que estás comigo.

Queria tanto te dizer o que inúmeras vezes tentei escrever;
Mas não caberia hoje, aqui ou ali e nem em outro universo;
Meu sentimento já esteve submerso, imerso, e hoje é desperto,
Te afogo dentro de mim, e mesmo assim renasce, linda enfim.

E esse é o fim

Lucas Alberti Amaral

Escrito em 22/07/2011
Reeditado em 24/08/15

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