PRESENTE PRO FUTURO

Eu quero cantar todas as músicas que eu mesmo escrevi,
Coisas as quais eu vivi, sem ter a necessidade de mentir
Falar das cores do seu cabelo, do gosto dos seus beijos…
Do sabor do amor, da dor, do medo, do rosto, do som, da ilusão.

Quero caminhar com as minhas pernas e seguir seus passos,
Quero arrancar suspiros da platéia do teatro da minha vida
Eu quis ser bom, ser médico, ser jogador, viajar pelo espaço,
Eu fui seu, eu sou meu, melhor amigo; e você é a minha medida.

Nada mais é do que invenção minha. Nada além de minha cria;
Minha maior decepção, não cabe em palavras. Não sei explicar.
Talvez volte em tempo de ser quem eu quero, talvez não volte;
Perdido diante de multidões, sem direção, sem saber o meu norte.

Nas multidões de anônimos eu quero andar, quero estar.
Não quero ser estagiário, quero ser um revolucionário.
Eu vou conquistar, vou convulsionar todas as revoluções.
De presente, pro futuro, quero o presente dos meus sonhos
Vou pular o muro das ilusões e aí ser de novo multidões.

A morte vive e a vida morre. De dia esquenta, à noite esfria.
O padre rezando e o bêbado de porre, ambos andam sobre a mesma guia.
Antiguidades vendidas como novidades. Paixão cega ou invasão de privacidade?
Vou pular o muro das ilusões e aí ser de novo multidões;
Talvez volte em tempo de ser quem eu quero, talvez seja a morte.
Perdido diante de soluções, sem direção, sem saber a minha sorte.

Lucas Alberti Amaral

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