HALLOWEEN!

A realidade é um fantasma e fantasmas são tão reais quanto as ilusões criadas em nossos corações atormentados por assombrações sussurrando que fantasmas não passam de meras alucinações de nossas mentes e suas bobas conspirações! Somos pais de nossas concepções ou escravos das influências comerciais e suas artificiais inspirações? Tudo é premeditado ou somos filhos do acaso? Nesse caso, estou divagando por não ter nada a dizer ou filosofando com medo de dormir e sonhar com os fantasmas tão reais quanto as ilusões que nascem e morrem em nossos corações?

L.

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ANTI-HERÓI

Hipócritas falando em nome de Cristo.
Eu apenas não minto.
Políticos são corruptos ou omissos.
Então, faço o que, rasgo meu voto?

O estado é necessário, mas falho. Eu me calo.
Crianças recolhem migalhas nas escolas,
pais de famílias fazem o máximo por salários mínimos.

Notícias velhas, redes sociais novas, vocês falam, falam e eu não ouço nada!
Repetem os mesmos roteiros da temporada passada.
Sessões literárias vazias, salas de cinema para comédias românticas esgotadas.

Tudo é relativo, tudo é subjetivo, nada cabe em palavras, eu entendo que a mente pede paz, o corpo descanso, a alma se equilibra, mas o que fazer da vida? Que passa por mim tão corrida, já sei!

Acendo um charuto, cara de mal, pose de intelectual.
Uma foto pra que as gerações futuras me vejam como um escritor vanguardista,
filho de Gabo, discípulo de Machado, estudioso de Rulfo.

Eu quero daqui há 100 anos ser o poster no quarto de algum adolescente rebelde sem causa, querendo mudar o mundo, mas sem coragem para arrumar a própria cama!

L.

Título

Como um demônio no paraíso!
Prisioneiro da minha mente, atualmente você se fode ou taca o foda-se?

Escravo do sonho alheio aos problemas alheios, nós estamos todos sós, dividindo medo, compartilhando solidão, dizendo não ao futuro em mais um trago, mais um gole? É claro que eu to afim de você, caralho só agora você foi perceber?

Quem veio se despedir? Quem esteve ali? Quem disse sim, quando tudo era não? Quem eram? Quem são? Sanguessugas ou irmãos?

Hey! Venha aqui, me diz assim: amanhã tudo será melhor! Porque eu não sei quanto tempo eu aguento sem sucumbir a esse inferno que vive dentro de mim…

L.

COMO VOCÊ SE SENTE?

Como você se sente? Essa é sempre a questão!
Como você se sente, quando esmagam seu coração?
Como é cair de cara no chão? Como é morrer e então renascer?

O que fazer para se proteger? Quem vai estar lá por você?
Quando nem você sabe o que fazer! Quem vai estender a mão?
Quem vai iluminar a solidão? Quem vai te abraçar na escuridão?

Como você se sente? Eu ou você? Somos um? Não dá mais para saber!
Estamos vivos internamente? Ainda sentimos? Eu preciso entender!
Eu preciso sentir, eu preciso escrever, é tudo o que tenho, quando não tenho você!

L.

HOJE!

hoje eu não puxei o gatilho, mas a ansiedade me abraçou como um filho, fez seu ninho em meu peito, apertou, espremeu
mas hoje meu coração não morreu.

hoje eu não dei nó na corda, hoje a esperança sussurrou: acorda, hoje seu sorriso foi a porta pra minha alma morta ressucitar e pouco a pouco voltar a caminhar.

hoje você me salvou, hoje eu só quero dizer obrigado, hoje eu só quero agradecer por te ter ao meu lado.

L.

SESSÃO DA TARDE!

Eles conversam sobre o eco das minhas palavras.
E eu nem escrevo mais. Hoje, tanto faz!
Falam como se fossem intelectuais.
Mas para quem? Ninguém mais vê jornais!

Ela quer foder, foder com a minha consciência!
Ela quer gozar em mim enquanto sorri nua.
Ela é de quem? Sua? Minha? Parece tão dela.
Desaparece na madrugada e eu acho que foi sonho.

Somos? Nunca existiu nós, era você atrás dele.
Ele fugindo de tudo que fosse vivo querendo ser sozinho.
É triste amar por dois, e dói a saudade que vem depois.
Fica? Só mais essa noite, só mais essa foda, tá foda sem você.

Me adota? Me adore, me devore, me fode de vez!
Só não manda um ‘foda-se’, porque eu não vou saber o que fazer
Quando você vai embora, parece que tudo é cinza lá fora.
Chove aqui dentro do peito, choro sobre teu leito, pela casa eu me perco.

Ela nem responde, eu nem sei o que eu fiz. Nem todo dia é final feliz!

L.

ME TRAGA FLORES, AMOR!

Quando vier me visitar, meu amor, me traga flores! Pra eu enfeitar esse caos que é o viver.
Fique até o amanhecer e poderemos nos vermos refletidos em estrelas prestes a morrer.
Eu as quero guardar e te presentear para que possas me iluminar quando eu não mais nos enxergar.

Faça uma foto dessa confusão que me tornei.
Enquadre minhas palavras e venda como arte abstrata ou doe meus medos e diga que me entreguei.

Eu não sei porque, mas engoli algumas palavras. Acho que pensei que pudessem te ferir.
Bebi mágoas, me cortei com garrafas, sangrei metáforas e numa ressaca espiritual vomitei catarses.

Chorei a morte dos poetas, minhas lágrimas escreveram cartas suicidas disléxicas e te entreguei toda minha retórica profética.

Tudo isso pra lhe dizer que quero que traga flores mortas quando vier me ver e sentados em estrelas cadentes vamos celebrar o caos que é viver.

L.