COMO VOCÊ SE SENTE?

Como você se sente? Essa é sempre a questão!
Como você se sente, quando esmagam seu coração?
Como é cair de cara no chão? Como é morrer e então renascer?

O que fazer para se proteger? Quem vai estar lá por você?
Quando nem você sabe o que fazer! Quem vai estender a mão?
Quem vai iluminar a solidão? Quem vai te abraçar na escuridão?

Como você se sente? Eu ou você? Somos um? Não dá mais para saber!
Estamos vivos internamente? Ainda sentimos? Eu preciso entender!
Eu preciso sentir, eu preciso escrever, é tudo o que tenho, quando não tenho você!

L.

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HOJE!

hoje eu não puxei o gatilho, mas a ansiedade me abraçou como um filho, fez seu ninho em meu peito, apertou, espremeu
mas hoje meu coração não morreu.

hoje eu não dei nó na corda, hoje a esperança sussurrou: acorda, hoje seu sorriso foi a porta pra minha alma morta ressucitar e pouco a pouco voltar a caminhar.

hoje você me salvou, hoje eu só quero dizer obrigado, hoje eu só quero agradecer por te ter ao meu lado.

L.

SESSÃO DA TARDE!

Eles conversam sobre o eco das minhas palavras.
E eu nem escrevo mais. Hoje, tanto faz!
Falam como se fossem intelectuais.
Mas para quem? Ninguém mais vê jornais!

Ela quer foder, foder com a minha consciência!
Ela quer gozar em mim enquanto sorri nua.
Ela é de quem? Sua? Minha? Parece tão dela.
Desaparece na madrugada e eu acho que foi sonho.

Somos? Nunca existiu nós, era você atrás dele.
Ele fugindo de tudo que fosse vivo querendo ser sozinho.
É triste amar por dois, e dói a saudade que vem depois.
Fica? Só mais essa noite, só mais essa foda, tá foda sem você.

Me adota? Me adore, me devore, me fode de vez!
Só não manda um ‘foda-se’, porque eu não vou saber o que fazer
Quando você vai embora, parece que tudo é cinza lá fora.
Chove aqui dentro do peito, choro sobre teu leito, pela casa eu me perco.

Ela nem responde, eu nem sei o que eu fiz. Nem todo dia é final feliz!

L.

ME TRAGA FLORES, AMOR!

Quando vier me visitar, meu amor, me traga flores! Pra eu enfeitar esse caos que é o viver.
Fique até o amanhecer e poderemos nos vermos refletidos em estrelas prestes a morrer.
Eu as quero guardar e te presentear para que possas me iluminar quando eu não mais nos enxergar.

Faça uma foto dessa confusão que me tornei.
Enquadre minhas palavras e venda como arte abstrata ou doe meus medos e diga que me entreguei.

Eu não sei porque, mas engoli algumas palavras. Acho que pensei que pudessem te ferir.
Bebi mágoas, me cortei com garrafas, sangrei metáforas e numa ressaca espiritual vomitei catarses.

Chorei a morte dos poetas, minhas lágrimas escreveram cartas suicidas disléxicas e te entreguei toda minha retórica profética.

Tudo isso pra lhe dizer que quero que traga flores mortas quando vier me ver e sentados em estrelas cadentes vamos celebrar o caos que é viver.

L.

VOCÊ AINDA ESTÁ ASSISTINDO?

Assisto mais um episódio, dou mais um gole, tomo outra pilula!
Eu só quero esquecer a dor de viver com mais uma dose de Nortriptilina.

Eu pareço deprê? É só porque eu enxergo tudo o que você nunca quis ver.
Rindo para a tevê, lembrando de você, brindo sozinho com um copo de Paroxetina.

O sono vem junto ao medo de morrer, a tremedeira é um misto de vergonha e vontade de renascer! A boca seca pede outro gole, agora eu vou de Desvenlafaxina.

Enjoado vomito na privada todas as minhas mágoas, limpo tudo, salvo algumas palavras, encaixo nesse texto, antes de me esquecer e ter meus pensamentos levados pela Selegilina.

Hoje nada foi real, de novo essa minha sina de sonhar com essa cena de cinema onde eu quase sou feliz, depois de sentir o efeito colateral do Brintellix.

Eu me pergunto se é a verdade ou reflexo dos efeitos especiais dessa nova série do Netflix?

L.

DESABAFO DESCONEXO

Uma matilha de unicórnios alados salta sobre nuvens de algodão em chamas dentro dos meus sonhos. Chovem gotas de fogo em mim. E o fogo se transforma no seu corpo nu e suado calvalgando em mim me queimando até a alma. Te toco e me toco da realidade surreal que toda essa cena mística se parece, aparece um sorriso em seus lábios flamejantes, me remetendo ao teu beijo quente e me sinto vivo pela primeira vez desde o último pesadelo que tive.

Estive entre Steve Jobs e sua mão de obra escrava, mas quem se importa? Enquanto você porta seu novo iphone, tantas crianças morrem de fome! Frases clichês, não deixam de ser verdade, mas e você, tem feito o que? Eu? Jogado as minhas tormentas bem na sua cara! Sejam elas de Escobar, Neruda ou Vittar! O importante é ir contra todo tipo de hipocrisia neo-nazista travestida de moral e bons costumes, não beba, não fume, se for gay não assume. Querem que me adapte a sociedade, logo eu que não tenho mais idade para me fantasiar no nosso carnaval que mais parece um Halloween. Pronto, mais um paragrafo. Fim.

L.

CORRA LUCAS, CORRA!

Arrogância, prepotência, medo, medo de não ser aceito. Medo de não ser legal, medo de não ser normal.
Medo da sorte, da morte. São tantos. Do azar, do destino, da vida. O medo domina, o medo castiga, o medo te obriga!

O mundo não vai esperar por você, então corra… Mate o medo ou morra de medo, mas não pare de correr.

Sofra, chore, grite, vibre, pule, corra, morra de cansaço… Não deixe que o medo te pegue. Não deixe que amor te cegue.
Seja feliz e respire enquanto corre. Sinta o vento, sinta o medo. Observe a paisagem, observe as pessoas, às más e as boas.

Faça escolhas. Más ou boas. Ar puro ou poluição? O cérebro ou o coração? O medo ou a raiva? A raiva ou o perdão? Olhe sempre para trás. Relembre o passado. Ria, chore, viva o presente e esqueça o futuro… Que a Deus pertence. Pense, leia, caia, levante, pensamento sempre adiante. À frente. Sofra, chore, grite, vibre, pule, corra, morra de cansaço.

Dê. Dê abraços, de beijos de amor, carinho, de vida. Faça amor, faça vida, se canse. Distribua atenção.

Algumas pessoas querem falar outras precisam ouvir. Seja feliz ou infeliz, mas viva com intensidade cada momento. Que sejam seus! Faça a sua história nas histórias dos outros. Conte historias, leia, pague meia! Estude.

Sinta o prazer do sexo, do amor, da dor, do caos, da calmaria, da corrida! Corra, Lucas, corra! Morra? Um dia, talvez!? Por enquanto, corra!

Eu sou o seu medo de ter medo. Eu sou o dedo que diz não. Eu sou o amor que partiu seu coração. Eu sou tudo aquilo que quer esquecer eu sou nada mais nada menos do que você. Refletido no espelho da melancolia. Oscilando alegria e agonia, angustia e rebeldia.

Liberdade não existe por isso eu corro preso a mim mesmo fingindo ser livre…

Fugindo da minha arrogância, da minha prepotência, do meu medo, medo de não ser aceito. Medo de não ser legal, medo de não ser normal. Medo da minha morte. São poucos que tem sorte, que acham seu caminho no destino, na vida.

Eu corro. Eu morro de cansaço o fim da estrada é logo ali, mas e depois pra onde devo ir?

L.